Idosos e bebês são as maiores vítimas da poluição do ar, diz estudo

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Tão pouco importa se uma pessoa reside em lugares urbanos com muito caos e poluição da cidade ou se ela vive em uma região mais distante de uma grande metrópole: viver exposto a uma carga diária de poluição pode ser um grande risco de morte para pessoas com idade mais avançada, mesmo que esta exposição seja por apena um dia. Esta é uma conclusão de um estudo realizado pela Escola de Saúde Pública de Harvard T.H Chan, após serem feitas observações em 22 milhões de ocorrências de mortes nos EUA.

Dados da pesquisa também apontaram que as pessoas estão sendo vítimas da poluição do ar ao longo dos últimos anos, sendo esse um dos principais motivos de mortes entre os idosos. Foram apurados dados que apontaram para o número de 4,6 milhões de mortes provocadas todos os anos entre os idosos.

Segundo os pesquisadores responsáveis pela pesquisa, acaba sendo irrelevante uma pessoa viver em uma cidade com um alto nível de poluição ou viver longe dela: os riscos acabam sendo semelhantes nos dois casos. Levando em conta que as partículas de poeira, fumaça e a fuligem, conhecidas como PM2,5, são prejudiciais a saúde e inaláveis, e tendem a estar presentes em regiões afastadas destes grandes centros urbanos, tornando-se uma grande ameaça para os idosos e crianças que são mais vulneráveis.

Para o professor e co-autor do estudo, Joel Schwartz, os riscos de níveis pequenos de PM2,5 são um alerta para a saúde dos idosos. “Isso pode ser interpretado como sendo o PM2,5 como o causador de mais de 20 mil mortes por ano”, afirma o professor. Esse risco também acaba sendo maior para os bebês. De acordo com dados da Unicef – Fundo das Nações Unidas para a Infância, os altos índices de poluição afetam o desenvolvimento cerebral e mental de recém nascidos em todo o mundo.

“As substâncias contaminantes não só danificam os pulmões em desenvolvimento dos bebês, como também podem causar lesões permanentes em seus cérebros e, portanto, prejudicar seu futuro”, explicou Anthony Lake, diretor-executivo da Unicef, que enfatizou as ameaças da poluição do ar.