Brasil dispara na utilização de controle biológico de pragas

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O controle biológico de pragas é realizado com a utilização de insetos, microorganismos e animais predadores para o combate da praga agrícola em vez de pesticidas, e o Brasil já conta com mais de 143 produtos do tipo. A quantia representa um aumento de 652%, segundo o Ministério da Agricultura, que em 2010 eram apenas 19 tipos.

Esse crescimento é devido à população procurar cada vez mais produtos livres de agrotóxicos, destaca o presidente do Instituto Biológico, Antonio Batista. Ele afirma que já faz alguns anos que não era levado a sério o controle biológico, e atualmente o segmento aumenta em 20% ao ano.

Em 2017 o instituto completou 90 anos, lançando no mês de junho o Programa de Transferência de Tecnologia e Inovação do Controle Biológico, o Probio. O programa desenvolve pesquisas e serviços nessa categoria, além da promoção da transferência de resultados.

A Probio além de desenvolver bioinseticidas também atende a implementação biofábricas, avaliando os impactos tecnológicos no solo e na água, realizando laudos de confirmação taxonômica de parasitoides e testes que avaliam a eficiência agronômica dos resultados. Antônio diz que aproximadamente 25 empresas são sócias do programa, e algumas são multinacionais. Ele ainda reforça que é importante o manejo integrado das práticas biológicas e químicas que se complementam muitas vezes. Esse controle surgiu na Segunda Guerra Mundial e até hoje é muito importante e depende da espécie e da praga.

O instituto além do Probio,mantém outras iniciativas de controle biológico. Faz cinco anos que a instituição realiza trabalhos relacionados à patologia de insetos, principalmente dos bloqueadores, que utiliza fungos, vírus e nematóides do bem para o controle microbiano. Outro importante projeto do instituto é o desenvolvimento de uma espécie de ácaros predadores de ácaros rajados, que reduziu muito a sua população, já que ele é uma espécie muito resistente. “Após esse controle caiu para cinco ou dez ácaros por folha, antes esse número ultrapassa os cem”, explica Batista.

Apesar dos resultados no segmento serem bons, ainda é necessário muito estudo. Os bioinseticidas protocolados representam apenas 1% no mercado de praga. Na Europa ele já representa 15% deste mercado.