Moscas podem apresentar cerca de 350 tipos diferentes de bactérias

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Quando uma mosca aparece dentro de casa e começa a voar perto da nossa comida, tentamos expulsar esse inseto e fazer com que ele não volte durante a refeição. Essa atitude pode parecer para algumas pessoas excesso de zelo, mas esse inseto pode contaminar os alimentos apenas com um contato rápido, já que as moscas apresentam costumes nem um pouco higiênicos.

Enquanto esses insetos estão voando, eles acabam pousando em todo o tipo de coisas, inclusive sobre lixos existentes pelo seu caminho. As moscas também pousam em animais mortos, em fezes e em matérias orgânicas em deterioração, que apresentam diversos micróbios e que acabam ficando presos em suas patas e asas, contaminando o lugar onde essa mosca venha a pousar em seguida.

Uma nova pesquisa divulgada no jornal Scientific Reports, afirmou que uma simples mosca pode trazer com ela cerca de 350 bactérias diferenciadas. A  mosca varejeira  ou mosca verde, como também é chamada, pode levar com ela cerca de 316 microrganismos e vários deles podem fazer mal à nossa saúde.

Na maior parte das vezes essas bactérias são possivelmente nocivas à saúde, podendo provocar doenças urinárias, problemas gastrointestinais, úlceras estomacais, doenças respiratórias e infecções cutâneas, disse a professora de genética e genoma da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Ana Carolina Martins Junqueira. A professora juntamente com um grupo internacional de pesquisadores estudou cerca de 116 moscas, que foram recolhidas em regiões urbanas brasileiras e americanas, além de algumas moscas de regiões localizadas em Cingapura.

Para resgatar essas moscas, os cientistas usaram um sistema novo, que foi experimentado em insetos pela primeira vez. Eles eram atraídos pelo odor de sobras de peixes em deterioração, ficando presos em uma caixa cheia de gelo seco. As moscas ficam sedadas com o vapor do gelo e acabam desmaiadas, não apresentando contaminação por agentes de fora.

Com as moscas nesse estado os pesquisadores começaram a estudar esses insetos, analisando a genética deles. Eles separaram o DNA existente em locais como as asas, patas e pés, e acabaram reconhecendo os corpos estranhos encontrados nas moscas. Foram encontrados nos insetos analisados diversos microrganismos diferenciados.

As moscas encontradas em território brasileiro, levavam com elas uma bactéria causadora de gastrite e úlceras em seres humanos.